Nossos Cavalos

Nossos animais são todos registrados e a garantia que você tem ao adquirir um é sua marca-fogo no cavalo, na coxa direita do animal. A numeração é feita na paleta direita quando se tratar de fêmea e no pescoço do lado esquerdo do macho.

Nossa Visão de futuro

Estarmos sempre entre os 10 melhores criatórios do mundo em termos de qualidade genética, funcionalidade e volume de vendas de Cavalos Puro Sangue Lusitanos a consumidores iniciantes.

 

Nossos Valores

Amor ao cavalo e servir nossos clientes

Qualidade dos animais

Seriedade na criação

Compromisso com resultados

Ética com transparência de preços justos e reais.

Nosso Foco (Clientes + Necessidades)

Atender todas as pessoas amantes de cavalos lusitanos que buscam qualidade com preços justos em animais de lazer, passeios e para competições amadoras e semiprofissionais.

 

Nossos diferenciais

  1. Equipe engajada e comprometida;
  2. Genética;
  3. Manejo diferenciado;
  4. Estrutura e gestão inovadora;
  5. Custos condizentes a realidade atual e;
  6. Resultados em exposições e competições.

Nossos cavalos

A primeira égua matriz da Coudelaria Aguilar foi a Quaresma HI (Palpite do Top x Lucrécia do Mirante) que já percorreu com Vagner Aguilar passeios de Ribeirão Preto até Parati – RJ durante 8 dias de cavalgadas, e que nos presenteou com uma filha, chamada Chloé Aguilar, que foi a campeã das campeãs new breeders 2010 na Exposição Internacional. Neste mesmo ano a Czarina Aguilar (Xama do top em Quitarra do top) foi Bi-Campeã na Expointer no Rio Grande do Sul.

Em 2010 a Coudelaria Aguilar completou 10 anos e se consolidou como um dos grandes criatórios revelação de qualidade da raça puro sangue lusitano!

PSL no Brasil

Em 1991, a Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Puro Sangue Lusitano – ABPSL celebrou com a APSL – Associação Portuguesa dos Criadores do Puro Sangue Lusitano um Protocolo de Reciprocidades, que faz com que todos os Puro Sangue Lusitanos, registrados no Brasil, sejam também acolhidos no Stud Book Português e no de todos os países que possuem convênio análogo com Portugal. Os cavalos brasileiros de Puro Sangue Lusitano são assim universalmente reconhecidos.

No nosso País, todas as raças nacionais descendem de cavalos trazidos pelos primeiros colonizadores portugueses e daqueles que entraram pela fronteira migratória decrita na seção anterior. O Cavalo Lusitano originou no Brasil o Mangalarga e o Campolina. O primeiro, foi criado em Minas Gerais, por Gabriel Francisco Junqueira, barão de Alfenas, que em 1821 recebeu como presente de D. João VI o garanhão Alter “Sublime” com o qual beneficiou um grupo de éguas Crioulas.

O Campolina data de 1840, vindo o seu nome do fazendeiro Cassiano Campolina, que iniciou sua criação no Sul de Minas, com éguas que foram cobertas por garanhões importados para a Coudelaria Real de Cachoeira do Campo por D. João VI.

Após essa real introdução, pouca notícia se tem do Cavalo Lusitano no Brasil. Foi somente na década de 70, que ele reaparece em São Paulo trazido de Portugal pelo criador Antonio de Toledo Mendes Pereira, que em 1974 fundou a então denominada Associação dos Criadores do Cavalo Andaluz.

A par da quantidade, o mais significativo é a qualidade do plantel brasileiro, conseguida graças a aquisição de animais de grande nível em Portugal e à criteriosa seleção levada a efeito pelos criadores nacionais, que assim garantiram ao efetivo nacional um padrão de qualidade que nada deve a qualquer outro.

Em junho de 1994 a Associação Brasileira contava com 163 sócios, que por sua vez possuíam 2189 animais puros registrados, sendo 943 fêmeas nacionais e 282 importadas, bem como 876 machos nacionais e 88 importados.

Os animais cruzados somavam nessa data 2657 cabeças. Ano a ano vem se acelerando a expansão do rebanho e do quadro social e, em decorrência da grande procura e valorização dos animais da raça é provável que, em poucos anos, o Brasil se torne o maior criador de PSL em todo o mundo.

Linhagens de Portugal

O Livro Genealógico português de Equinos informa que em 31/dezembro/1989, identificava-se a presença marcante de seis “chefes de linha”, uma égua e cinco garanhões, que contribuíram de forma preponderante na formação do efetivo atual -PSL. São eles os seguintes:

AGARENO, Garanhão Veiga (MV) – nascido em 1931, filho de Lidador II (MV) e Bagocha (MV).

PRIMOROSO, Garanhão Dominguez Hermanos (DH) – nascido em 1927, filho de Presumido (DH) e Primorosa II (DH)

DESTINADO, Garanhão Dominguez Hermanos (DH) – nascido em 1930, filho de Alegre II (DH) e Destinada (DH).

MARIALVA II, Garanhão Antonio Fontes Pereira de Melo (APM) – nascido em 1930, filho de Marialva (APM) e Campina (APM).

REGEDOR, Garanhão Alter Real (AR) – nascido em 1923, filho de Gaivoto (AR) e Gavina (AR).

HUCHARIA, Égua da Coudelaria Nacional (CN) – nascida em 1943, filha de Cartujano (APT) e Vizacaina (MRB).

 

Esses “chefes de linha” estão na base das 3 principais linhagens atuais do PSL. Andrade, Veiga e Coudelaria Nacional, cada uma delas com características próprias.

Criação e Manejo – Matrizes

Foram selecionadas nestes últimos 13 anos de criação um número de 7 matrizes, oriundas de sangues importantes, com Alturas acima de 1,60 metros de cernelha, pontuação acima de 78 pontos, com pelagens diferenciadas, andamentos e funcionalidade nota 8.

O plantel conta com filhas de Faraó, Urque, Marfim, Ninfo e Rio Pele; e diariamente são alimentadas com pastagem coast-cross a vontade e ração com 14% de proteína contendo virgiramicina, mais o sal mineral homeopata contra carrapatos, todos da marca Fanton. Anualmente produzimos 7 potros onde todos até os 8 meses de idade são comercializados para importantes criatórios como Haras Modelo, Coudelaria do Castanheiro entre outros para recria e domas futuras para o esporte.

Veiga

A linhagem Veiga produziu animais guerreiros da antiga Lusitânia, típicos para touradas, de menor porte e de grande funcionalidade. Tem a cabeça convexa típica, chamada “cabeça aveigada”, membros finos acurvilhados, grande impulsão e pescoços flexíveis e altivos.

Manuel Veiga assim descreveu o cavalo que produziu:

“Cavalos nervosos, cheios de garbo, duma obediência que parecia feita do desejo de adivinhar a vontade do cavaleiro, a cabeça erguida, longas crinas ao vento, movimentos altos e duma rapidez fulminante afrontando com indômita coragem todos os perigos…”

Veiga é uma autêntica “raça” dentro do PSL, e quando utilizados sobre quaisquer éguas da raça, os garanhões Veiga têm o condão de reproduzir nos filhos as características mais típicas da raça.

A seleção desses cavalos se fez pela funcionalidade, como relata Baptista Coelho.

“… nem a altura, nem a morfologia acadêmica, nem a cor, nem a forma da cabeça. Tudo lhe foi oferecido pela própria raça, cabeças lindissimas, finas, secas e ligeiramente convexas hoje chamadas aveigadas, cores raras e antigas…membros finos acurvilhados, dorsos flexíveis, uma rara impulsão, belos pescoços malcáveis… enfim a raça ofereceu-lhe um cavalo que faz vibrar esse nosso povo de cavaleiros”.

Linhas de Sangue

Andrade (RA/SA)

A linhagem Andrade é de cavalos de sela, de grande força e porte, andamentos elegantes e de muita funcionalidade tanto para touradas quanto para esporte ou serviço. São cavalos de elevada estatura, perfil de cabeça tendendo para o retilíneo e garupas arredondadas.

Ninguém melhor do que o próprio Dr. Ruy d’Andrade para descrevê-los:

“…são cavalos fortes, curtos, valentes com os touros, ardentes se provocados e calmos se não excitados, velozes na corrida e rápidos nas voltas e de bom passo, finos à espora, submissos de boa boca, infindáveis, resistentes a tudo…”

De acordo com Baptista Coelho, o processo de seleção usado por Andrade difere na linhagem Veiga:

“Ao inverso de Manuel Veiga, Andrade partiu de uma base morfológica sólida, procurando em seguida fixar as qualidades mais sutis.”

A Coudelaria Andrade, como hoje a conhecemos, foi formada pelo processo descrito acima, a partir do famoso Príncipe VIII, garanhão Chica Navarro, neto e bisneto do “chefe de linha” Primoroso.

A origem da Raça Lusitana

O puro – sangue lusitano tem sua origem nos cavalos ibéricos presentes na Península por volta de 4000 a.C.

Devido a achados arqueológicos, foi possível confirmar a existência de um tipo de cavalo na Península Ibérica no período paleolítico. Segundo o renomado criador Dr. Ruy de Andrade, o ancestral do cavalo ibérico se originou do cruzamento de dois tipos diferentes de cavalo, um tipo menor e de perfil reto, vindo do Norte da Península, com outro maior de perfil convexo, vindo do Sul. Esse cruzamento originou os famosos cavalos peninsulares, os quais foram domesticados e montados no período mesolítico, tornando-se, provavelmente, o mais antigo cavalo de sela do mundo.

As várias invasões ocorridas na Península Ibérica fizeram com que os cavalos ibéricos ficassem conhecidos em toda a Europa pela sua agilidade, flexibilidade e poder de reunião, além de sua grande submissão ao cavaleiro.

Quando olhamos para a pura raça espanhola e para o puro-sangue lusitano, não podemos esquecer todos os anos que se passaram, desde suas origens até os dias de hoje. Sabemos que tantas invasões na Península contribuíram para a introdução de outros sangues, bem como para a influência do sangue ibérico na formação das raças de desporto em toda a Europa. O cavalo ibérico influenciou, ainda, na formação de todas as raças ocidentais, como, por exemplo, o cavalo quarto de milha, o manga-larga e o crioulo, entre outras.